O setor financeiro brasileiro é, ao mesmo tempo, o mais sofisticado em gestão executiva e o que tem as maiores divergências de cultura, processo e pacote entre seus subsetores. Um CFO de banco e um CFO de fintech habitam mundos diferentes, mesmo que ambos sejam "setor financeiro".
Bancos tradicionais: o que mudou
Bancos tradicionais passaram por reestruturações significativas nos últimos cinco anos, pressionados pela concorrência das fintechs e pela necessidade de digitalização acelerada. Isso criou deslocamentos de C-Levels, especialmente em funções de operação e tecnologia, e demanda por perfis que combinem experiência bancária com compreensão de tecnologia e agilidade.
Fintechs: o perfil mais demandado
Fintechs em crescimento buscam C-Levels que combinem competência técnica na função com cultura de startup e velocidade de execução. Para posições de CFO, o perfil mais valioso é quem já navegou regulação financeira e consegue construir a infraestrutura necessária para uma licença bancária ou IPO sem matar a cultura da empresa.
Gestoras: a dinâmica específica
Gestoras de investimento têm dinâmica de recrutamento altamente baseada em rede e reputação. Posições de CEO e CIO são raramente publicadas formalmente. O acesso ao mercado oculto via rede do IBRA é particularmente valioso nesse subsetor.