O processo de recolocação executiva para mulheres C-Level no Brasil tem especificidades que merecem estratégia própria, não como reconhecimento de limitação, mas como reconhecimento de que o mercado opera de forma diferente para esse perfil.
Os desafios reais
Dois desafios documentáveis afetam o processo de recolocação para mulheres C-Level no Brasil. O primeiro é a menor densidade de rede em posições de poder: em um mercado onde 68% das posições C-Level são preenchidas via rede direta, ter uma rede menor de decisores seniores (que historicamente são predominantemente homens) é uma desvantagem real, não uma percepção. O segundo é o viés na avaliação de liderança: pesquisas documentam que o mesmo comportamento de liderança é avaliado diferentemente quando exercido por homem versus mulher.
A oportunidade que poucos calculam
Empresas brasileiras com metas de diversidade de liderança, que incluem praticamente todas as empresas de capital aberto e multinacionais, buscam ativamente mulheres qualificadas para posições C-Level. O pool de candidatas com histórico de cargo equivalente é menor que o de homens, o que cria, paradoxalmente, um mercado mais favorável para mulheres bem posicionadas. O IBRA trabalha especificamente o posicionamento para aproveitar essa janela.