Fusões e aquisições são o contexto que mais desloca executivos C-Level no Brasil, e o que mais frequentemente gera desligamentos mal conduzidos, com impacto duplo: dano ao executivo que sai e deterioração do moral do time que fica.
A dinâmica específica do M&A
Em M&A, os desligamentos raramente são por performance, são por duplicidade de função, conflito de culturas ou decisão estratégica sobre qual perfil de liderança serve melhor ao novo modelo de negócio. Isso cria uma complexidade adicional: o executivo desligado sai sem a clareza de por que saiu, o que dificulta a narrativa no mercado. O IBRA trabalha especificamente essa narrativa, transformando "saiu quando mudou a liderança" em "completou ciclo com sucesso e está disponível para novo desafio".
Como proteger o time que fica
Times que veem colegas sendo bem tratados na saída acreditam mais na cultura da nova liderança. Times que veem colegas sendo descartados sem suporte ficam com razões concretas para não confiar. A qualidade do outplacement dos executivos que saem é, paradoxalmente, um dos principais instrumentos de retenção dos executivos que ficam.