O raciocínio mais comum de CHROs que relutam em oferecer outplacement de qualidade para executivos desligados por performance é: "por que vou investir em alguém que não entregou?" A lógica parece intuitiva. Mas está invertida.
Por que o raciocínio está invertido
Executivo desligado por performance sem suporte adequado tem maior probabilidade de: buscar compensação via processo trabalhista (o desligamento por performance frequentemente tem elementos contestáveis juridicamente), falar mal da empresa no mercado, especialmente para headhunters e outros executivos, e transformar uma saída difícil em crise reputacional que afeta o pipeline de talento da empresa. Outplacement de qualidade nesse contexto não é recompensa, é instrumento de gestão de risco. O custo do programa é uma fração do custo de qualquer um desses cenários.
O que é diferente no processo de outplacement por performance
A dimensão de narrativa é mais crítica. Um executivo desligado por reestruturação tem uma narrativa relativamente clara: "a empresa mudou de estratégia". Um executivo desligado por performance precisa de uma narrativa que contextualize o que aconteceu de forma honesta e estratégica, sem mentir, mas sem criar barreiras desnecessárias no mercado. O IBRA tem metodologia específica para esse trabalho.