Equity é o componente com maior potencial de criação de valor no pacote executivo, e o que a maioria dos executivos negocia com menos informação. Em uma empresa que cresce de R$ 500M para R$ 1B em faturamento, equity bem negociado pode valer mais que 5 anos de salário.
Os tipos de equity mais comuns no Brasil
Stock options: direito de comprar ações da empresa a um preço predefinido (strike price) após o vesting. Se a empresa se valoriza, a diferença entre o strike e o valor de mercado é o ganho do executivo. RSU (Restricted Stock Units): ações que se convertem automaticamente após o vesting. Mais simples que stock options, sem necessidade de exercício, sem risco de ficar "debaixo d'água". Phantom shares: participação virtual que espelha o valor de ações reais, paga em dinheiro após evento de liquidez. Usada por empresas que não querem dilução real ou não têm estrutura societária para equity formal.
O que negociar em cada tipo de empresa
Startups e scale-ups: equity é frequentemente o componente mais valioso. Negocie volume de grant, tipo (stock options ou RSU), strike price, vesting schedule e cláusula de aceleração em caso de M&A. Empresas de PE: discuta participação no upside da saída, não apenas no valuation corrente. Empresas de capital aberto: negocie volume de RSU e o cronograma de vesting. Empresas familiares: phantom shares são frequentemente a estrutura mais viável politicamente.