A negociação de pacote executivo é a transação financeira mais importante da carreira de um CEO, CFO ou CHRO. E é a que mais frequentemente é conduzida com menos informação. Este guia resolve isso.
O erro fundamental: negociar apenas salário fixo
A maioria dos executivos foca no salário fixo porque é o número mais visível. A empresa propõe R$ 110 mil mensais, o executivo contrapropõe R$ 125 mil, terminam em R$ 118 mil. Todos acham que foi boa negociação. Ninguém discutiu bônus, equity, LTI ou benefícios, que em empresas de governança madura representam 60% a 80% do pacote total.
O framework de três fases do IBRA
Fase 1 · Entrar com o número certo: antes de qualquer negociação, o executivo precisa saber o Total Cash de mercado para sua posição. A ferramenta Alvo Salarial do IBRA entrega essa estimativa em minutos, com dados de 12 anos de casos reais.
Fase 2 · Apresentar benchmarking antes do pedido: "Com base no benchmarking que realizei para esta posição, neste setor e porte, o Total Cash de referência é X": essa frase muda o enquadramento da negociação de pedido pessoal para dado objetivo.
Fase 3 · Negociar componente por componente: fixo, bônus (percentual e critérios), equity (volume e vesting), LTI e benefícios. Cada componente tem margem de negociação diferente. O fixo tem menos espaço. O bônus e o equity têm mais.